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Artigo CECCO

(este artigo foi escrito especialmente para uma feira que aconteceu no CECCO)

 

 

 

Centro de convivência e cooperativa

Ambiente saudável no (re)conhecimento de potencialidades dos sujeitos

Maria Claudia Conti Nunes e Carlos Botazzo

 

Introdução

 

Os Centros de Convivência e Cooperativo, criados em 1992 no município de São Paulo num contexto de luta política na área da saúde mental, propõem um modelo de atenção contra-hegemônico na terapêutica e na promoção da saúde. Entendendo que todo sujeito é dotado de potencialidades, que podem estar subjugadas pelo outro ou por si próprio, seu formato de atenção à saúde se dá em instigar o indivíduo a externar esse potencial “adormecido”, além de trabalhar seu processo de autonomia nos diversos âmbitos da vida. Por meio de oficinas artísticas manuais, literárias e expressão corporal, os profissionais trabalham corpo e subjetividade dos indivíduos, na troca constante que se dá entre pessoas e meio ambiente num coletivo heterogêneo, onde o ensinar e avaliar de um aprendizado tem caráter secundário, e a linguagem é o instrumento guia de manifestação de signos.

 

Objetivo

 

Acompanhar e Atender como se dá o desenvolvimento desse modelo no que tange a subjetividade dos usuários do CECCO – Parque Ibirapuera, em um sentido existencial.

 

Metodologia

 

Foram feitas observações a partir da participação  em algumas oficinas, além de conversas informais com profissionais e demais usuários do espaço. Os dados coletados foram organizados e depois confrontados com a Normatização dos CECCOS fazendo-se a análise da concordância entre o que é proposto e realizado.

 

Resultados

 

Observou-se que há na forma de atuação dos profissionais a equidade  na atenção perante os diferentes tipos de sujeitos e a informalidade no contato, não ocorrendo a vitimização destes. Os usuários demonstram se sentir á vontade no espaço e nas oficinas e usam com fluência da liberdade de expressão proposta pelos trabalhos. Há a troca de  afetividade entre os sujeitos e o incentivo de uns aos outros no processo de criação. Os usuários não faltam as oficinas e dizem estarem satisfeitos e felizes com elas.

 

Discussão 

 

A descoberta das potencialidades e o exercício da troca de trabalho e afetividade entre as pessoas trazem um sentido, muitas vezes ausente, á suas vidas, levando-as naturalmente à valorização do autocuidado com  sua saúde. Passam a apreciar mais seus cotidianos e relações com pessoas e ambientes, além de criarem perspectivas para novos trabalhos individuais e coletivos.

 

Conclusão

 

É necessária a ampliação desse tipo de trabalho em saúde no setor público, visto a sua pequena abrangência, começando pelo entendimento de que saúde e subjetividade estão intimamente relacionadas. 

Cecco Ibirapuera

 

 

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